A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou a prisão preventiva das influenciadoras Malévola Alves e Rayssa Souza Rego em uma investigação que tem Jojo Todynho como suposta vítima. O pedido foi elaborado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do Centro do Rio e encaminhado ao Ministério Público, que ainda deverá se manifestar antes de eventual análise judicial.
As duas são investigadas por supostos crimes como ameaça, difamação, perseguição, violência psicológica, coação no curso do processo e infrações previstas na Lei nº 7.716/1989, que trata de crimes resultantes de preconceito de raça ou cor.
De acordo com a apuração, Jojo procurou as autoridades após tomar conhecimento de conteúdos publicados nas redes sociais pelas influenciadoras. Nos autos, há menção a comentários considerados ofensivos e publicações que, na avaliação da polícia, poderiam ter provocado constrangimento e abalo emocional à cantora.
A investigação também cita vídeos, transmissões ao vivo e um episódio em que as investigadas foram ao Rio de Janeiro e se aproximaram do condomínio onde Jojo mora. Para a polícia, o conjunto de fatos indicaria uma escalada de hostilidade, motivo pelo qual foram solicitadas medidas cautelares mais severas.
Apesar do pedido feito pela Polícia Civil, não há prisão automática. A solicitação ainda precisa passar pela análise das autoridades competentes e depende de decisão judicial. Até o momento, não há ordem de prisão contra Malévola Alves ou Rayssa Souza Rego.
Após a repercussão do caso, a defesa das influenciadoras divulgou uma nota pública contestando a necessidade da prisão preventiva. O advogado Jonatha Carvalho Matos, que assumiu recentemente a representação das duas, afirmou que suas clientes sempre colaboraram com as investigações e já adotaram providências judiciais relacionadas ao episódio.
“É importante destacar que o ordenamento jurídico brasileiro estabelece a prisão preventiva como medida absolutamente excepcional, cabível apenas quando demonstrados, de forma concreta e inequívoca, os requisitos previstos em lei, o que está longe de ser o caso”, declarou o defensor.
Na manifestação, a defesa também afirmou confiar na atuação do Poder Judiciário e defendeu que o caso siga com respeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal.
Jojo Todynho, apontada como vítima na investigação, ainda não havia se pronunciado publicamente sobre os novos desdobramentos até o fechamento da apuração.
